“O futebol é a razão pela qual temos pés”

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Thilo Thielke (Der Spiegel)

(11/01/2010) O ano de 2010 marca a primeira vez em que um país africano irá sediar uma Copa do Mundo. Apesar disso, o jogo não é estranho ao continente. Na verdade, em nenhum lugar do mundo o futebol é tão importante para o dia-a-dia - desde os campos de refugiados do Sudão até a zona de guerra em Mogadishu.

Não faz muito tempo que Csaba László aprendeu uma das verdades fundamentais sobre a África. Certa noite, László, que morou um tempo no Sheraton de Kampala após ser contratado para treinar a seleção nacional de Uganda, pensou estar ouvindo coisas enquanto relaxava no terraço do hotel. Era uma noite de quarta-feira quando ele ouviu de repente "Goooooooooool!" Os gritos eram tão altos que László pensou que deveria estar acontecendo algum jogo na região. Mas então ele ouviu o mesmo grito vindo de outra direção. Um grito de "Gooooooooool!" vindo do norte e outro do sul.

O treinador húngaro ficou perplexo. "Deve haver muitos estádios por aqui, com vários jogos e muitos torcedores", pensou consigo mesmo.

Mas ele estava errado. Na África, ninguém fica longe do futebol. Aquela era uma quarta-feira comum - a primeira divisão da distante Inglaterra estava jogando. E quando os times entram em campo no Anfield Road ou no Stamford Bridge, metade de Kempala se reúne na frente das televisões por toda a cidade com uma cerveja Bell na mão e vestindo a camisa dos seus times preferidos. Na verdade, mais de quatro décadas após o fim do domínio colonial britânico em Uganda, seus times de futebol mostram que eles estão mais presentes do que nunca na incontrolável paixão do país pelo futebol.

Onipresente

O contraste com a Europa não podia ser maior. Aqueles que chegam à Alemanha pela primeira vez percebem de cara os jardins bem cuidados, os prédios cobertos com grafites e as vitrines lotadas e iluminadas com neon. Pode-se ver pedestres encasacados esperando pacientemente pelo sinal vermelho, carros que passam sem buzinar e muralhas de lixeiras amarelas, verdes e pretas.

Torcedores sul-africanos fazem festa diante do Centro de Convenções da Cidade do Cabo, que abrigou o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul

Mas o futebol na Alemanha - que ganhou três vezes tanto a Copa do Mundo quanto o Campeonato Europeu - não aparece. A tendência é assistir aos jogos apenas nos estádios, nos campos municipais cercados ou em clubes particulares - e, claro, nos bares esportivos.

Na África, é diferente. Muito diferente. Na África, o futebol é onipresente.

Nos últimos anos, não foram raras as vezes em que o futebol foi meu único consolo enquanto eu viajava pelos muitos epicentros de sofrimento do continente. Nos campos de refugiados do Sudão e do Chade, por exemplo, encontrei conforto nos rostos sorridentes das crianças de Darfur que corriam atrás da bola em meio à poeira ou das crianças do Chade que jogavam com uma esfera não muito maior do que uma bola de tênis. Quando voltamos do Congo, meu motorista Callixte e eu gostamos de parar em um daqueles pequenos povoados entre Kigali, em Ruanda, e a cidade de Bukavo, destruída pela guerra, para bater uma bola com metade da vila. Muitas vezes a bola é apenas um amontoado de sacolas plásticas amarradas umas às outras.

Em Mogadishu, Somália, eu fiquei surpreso ao ver jovens salvando suas bolas de plástico das ruínas perfuradas de balas assim que os conflitos cessavam. Parecia que cada pausa no tiroteio era usada para uma partida rápida - às vezes até entre clãs rivais. Na cidade congolesa de Goma, que muitas vezes se tornou o símbolo da decadência africana, assisti a um jogo nos campos de lava negra do Nyiragongo, que havia entrado em erupção há apenas algumas semanas. Na capital do Quênia, Nairobi, acompanhei jovens times enquanto eles chutavam uma bola de couro pelas favelas que estiveram em chamas apenas algumas horas antes.

"Por isso temos pés"

"Nós acordamos de manhã e respiramos futebol", disse o ex-atacante congolês Pierra Kalala ao cineasta Hereward Pelling. "O futebol é a razão pela qual temos pés."

"Faz parte de nós. Nós jogamos nos fundos das casas, na rua, em qualquer cantinho que possamos achar", afirma o ex-jogador da seleção de Gana, Abidé Pelé. Nada mais verdadeiro.

Quando a força aérea da ONU sobrevoou Abijan, a capital econômica da Costa do Marfim destruída pela guerra, "eles passaram por cima de dois ou três mil jogos de futebol", escreveu o repórter da "Spiegel" Ullrich Fichtner em sua matéria de 2006 sobre a iminente participação do país na Copa do Mundo daquele ano.

Todos nós temos imagens do continente perdido em nossas mentes: muitas etnias, fome, violência, doenças. Parece ser um paciente desenganado. A história mais comum sobre a África é aquela sobre outro grupo de refugiados escapando de novo de outro tirano megalomaníaco. Joseph Conrad a chamou de "Coração das Trevas" e Henry Morton Stanley de "Continente Escuro". E é difícil para nós olhar além desses clichês.

Mas aqueles que estão familiarizados apenas com essa realidade africana não podem compreender o continente de verdade.

Maravilha na simplicidade

Em nenhum outro lugar vi tanta alegria quanto nessa região supostamente miserável: mais pessoas sorrindo, jogando e dançando. Quando a revista sul-africana SoccerLife2 lhe perguntou o que o tornava africano, ele respondeu "Minha satisfação. Minhão paixão por jogar futebol. Mas eu tive de mudar. Na África eu jogava para me divertir; na Europa, eu jogo para me vencer." A vida na África não acontece entre muros de concreto, portões acorrentados e carros com calotas cromadas - principalmente, e essa é parte triste, porque eles não têm dinheiro para essas coisas.

O futebol também é um esporte africano porque é maravilhoso em sua simplicidade. Ele não exige dinheiro nem roupas caras - apenas alguns jovens com tempo livre. Na África, as pessoas aprendem rápido que você nem precisa de uma bola de verdade para jogar. Retalhos de roupas, sacos plásticos, jornais velhos e barbante ou fita adesiva são suficientes. Você pode até driblar ou fazer um passe estando descalço e um par de sandálias feitas de pneu é tudo o que você precisa para chutar para o gol. E um goleiro precisa mesmo de luvas? Uma trave pode ser montada rapidamente usando dois troncos e uma pilha caixas de papelão, mesmo que ela não atinja os 2,44 metros de altura e os 7,33 metros de largura exigidos pela FIFA.

Isso não passou despercebido para a lenda do futebol Franz Beckenbauer, que viajou muito pelo continente. "Na África, pode ser que o futebol profissional ainda esteja um pouco subdesenvolvido", diz. "Muitos talentos vão para a Europa para fazer dinheiro. E todos percebem uma coisa: o futebol profissional assim como o conhecemos hoje perdeu sua originalidade, sua consciência de si mesmo e sua simplicidade como jogo. Para dizer a verdade, isso é triste."

Futebol Feminino: mulheres jogam futebol em campo de terra na periferia da Cidade do Cabo, na África do Sul, país onde ocorre a Copa do Mundo de 2010. O futebol está na alma de todos os africanos e é instrumento de inclusão

Raramente um sucesso verdadeiro

Há diferentes opiniões sobre se essas condições adversas de jogo ajudam a desenvolver o talento ou não. O treinador francês Claude Le Roy acredita que as condições catastróficas aumentam as habilidades técnicas dos jogadores africanos. Mas o ex-jogador da seleção alemã Jens Todt, que teve a oportunidade de criar uma escola de futebol na África ocidental junto com o Hamburgo SV, observa: "O fato de muitos africanos não conseguirem chutar corretamente se deve ao fato de eles não terem redes. Se alguém chutar com muita força, terá que correr atrás da bola para continuar jogando. É por isso que os jogadores de futebol africanos preferem fazer o drible para o gol." Não é uma surpresa.

Mas a questão é que os africanos raramente fazem sucesso de verdade. Eles ganham campeonatos juvenis em todos os níveis com certa frequência e até ganharam o ouro nos Jogos Olímpicos. A Nigéria se tornou campeã olímpica nos Jogos de Atlanta em 1996 e Camarões ganhou em Sidney quatro anos mais tarde. Mas o que isso quer dizer? As seleções da Alemanha Oriental, Bélgica e Canadá também ganharam as Olimpíadas. Em 1962, Walter Winterbottom, que na época era o treinador da seleção inglesa, foi o primeiro a prever que um país africano ganharia durante o século 20. Mas o mundo está à espera desde então.

A essa altura, toda criança na Europa conhece as lamentações de François Oman-Biyik, descrito pelo jornalista esportivo Harry Valérien em 1990 como "um atacante alto e gracioso". "Está na hora de as pessoas entenderem que nós não somos gorilas e que não nos penduramos em árvores comendo bananas", disse. Naquela época, os Leões Indomáveis de Camarões foram bem sucedidos, ano após ano, em vencer o argentino Diego Maradona, o romeno Gheorghe Hagis e o colombiano Carlos Valderrama. Mas o time perdeu durante o tempo complementar na semifinal contra o mediano time inglês (Peter Shilton, Paul Gascoine, Gary Lineker).

Uma bobagem

Desde então, os times africanos têm sido apontados como favoritos pelos participantes dos torneios internacionais. Jay-Jay Okocha e Anthony Yeboah encantaram a Bundesliga alemã, George Weah foi coroado o jogador europeu do ano e os jogadores africanos na Europa têm ajudado a fazer de seus times os melhores do mundo, como Samuel Eto’o no Barcelona, Didier Drogba no Chelsea e Nwankwo Kanu no Ajax de Amsterdam.

Mas nunca nenhum time africano jamais passou das semifinais da Copa do Mundo — e apesar de toda a magia do futebol africano, os mal-entendidos ainda estão na ordem do dia quando a Europa encontra o fenômeno do futebol do continente.

Pelo menos em campo. Veja por exemplo Gerald Asamoah, atacante do time alemão Schalke. Certa vez um árbitro lhe disse num alemão telegráfico, imaginando que só assim Asamoah, fluente em alemão, entenderia: "Você, número 13, não cavar falta. Senão fora campo." Às vezes a Alemanha pode ser boba.

Tradução: Eloise De Vylder

1963: When football in Britain froze for nearly 10 weeks

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

David Miller The Observer

(10/01/2010) The current big freeze has far to go before it equals the paralysis that disrupted the season of 1963. When Middlesbrough beat Blackburn 3-1 in a replay at Ayresome Park on 11 March, this brought to an end the most chaotic third round in the then 91-year history of the FA Cup. The round had begun on 5 January and lasted 66 days through frost, snow, ice, power cuts, thaw, rain and mud. The third round was spread over 22 different playing days and there were 261 postponements. Sixteen of the 32 ties were called off 10 or more times.

Topping the list was Birmingham v Bury, which stretched through 14 postponements plus one abandonment and a replay, while Lincoln v Coventry was postponed 15 times. The record was set in Scotland, where the Stranraer v Airdrie cup tie was postponed 33 times, while in Yorkshire Barnsley played only two matches between 22 December and 12 March. It was Britain’s coldest winter since 1740 and also caused mass postponements in both rugby codes and the loss of 61 days of National Hunt racing.

The FA Cup third round of 1963 gave birth to the Pools Panel which, on four successive Saturdays under different chairmen – Lord Brabazon, Sir Alan Herbert, Group Captain Douglas Bader, and Sir Gerald Nabarro (the Tory MP) – gave results for the postponed games, of which there were more than 30 on 26 January. On the resident panel were the former England internationals Ted Drake, Tom Finney and Tommy Lawton; from Scotland, George Young; and the Fifa referee Arthur Ellis. Lord Brabazon, on the opening day of the panel, was of the opinion that "forecasting is a farce" and there was a shortage of draws from the panel in relation to a normal programme.

The disruptions caused, inevitably, many distortions, but one of the unlikeliest was Fulham’s. George Cohen, later to be England’s winning World Cup right-back, recalls: "When the freeze struck we were in danger of relegation. Luckily we were able to go and train at the ground of Leatherhead FC, near to where I lived at Chessington. When the thaw arrived, we went 13 weeks without defeat and moved to safety."

It was rather the reverse for Brighton, where a local builder on the club board managed to unfreeze the pitch with his tarmac-laying equipment. However, this destroyed the pitch, and Brighton were still relegated.

The FA agreed that, in emergency, clubs might play third- and fourth-round Cup ties on neutral grounds where available. Yet Billy Lane, the manager of non-Lleague Gravesend, refused to shift the home tie with lofty Sunderland, and the Kent team held them to a draw, narrowly losing the replay. The Scottish FA, meanwhile, vainly discussed the possibility of summer football.

Coventry City, led by the imaginative Jimmy Hill, went to play friendly matches in Ireland, including against Manchester United in Dublin, a 2-2 draw in front of a 20,000 crowd. Halifax turned their pitch at The Shay into a public ice rink and charged admission. Chelsea, with Tommy Docherty as manager, flew to Malta.

If there was disruption on the field, there was confusion elsewhere. The League management committee proposed to extend future seasons to the end of May, and devised a relegation system that defied mathematical analysis but was ultimately abandoned. The government, pressed by the Wolfenden Committee on Sport to create a Sports Development Council with an annual budget of £5m, ignored the proposal and instead appointed as minister of sport Lord Hailsham (Quintin Hogg), who spent most of his time shooting or fishing. His assistant was Sir Patrick Renison, who may have performed splendid service as governor of British Honduras, British Guiana and Kenya, but knew next to nothing of sport, admitting: "I’ll be starting from scratch." Nothing new there.

I remember well the opening paragraph of a match I reported at Charlton during the worst of the crisis, a goalless draw at home to Bury. I wrote in the Telegraph: "Take one frying pan (or football pitch), melt a quantity of ice, stir in enough earth, sand and peat to form a liquid paste. Add 22 players, flavour with a referee, simmer for 90 minutes until players are uniformly brown and unrecognisable. Serve chilled to half‑frozen spectators who, after weeks of neglect, have such an appetite for the game that they are unlikely to summon the Maître d’ (manager)."

By the time the league was back to normal in March, it was clear that the race for the title rested between Spurs, Leicester and Everton. After Everton lost 2-1 away to Sheffield United on 30 March, it looked good for Spurs, even though Everton had two games in hand. Leicester stood between the two rivals, but success in reaching the FA Cup final limited their League focus. An epic clash between Everton and Spurs on 20 April opened the way for the title to return to Goodison after a lapse of 24 years. A crowd of 67,650 saw Everton win by the only goal from mercurial Alex Young. Though they dropped a home point to Arsenal, Everton finished with four victories, away to West Ham and West Brom, home to Bolton and Fulham. Their triumph owed much to big-name signings: Tony Kay at left-half from Sheffield Wednesday, Alex Scott from Rangers on the right wing, and Gordon West in goal from Blackpool.

The FA Cup final was delayed until 25 May, three weeks later than the 1962 final. Manchester United, having only narrowly escaped relegation, defeated Leicester. Throughout the season United’s rhythm had been predominantly absent, whereas Leicester at one stage were in line for the Double. They had no stars to match Matt Busby’s glittering array, but under the shrewd guidance of their manager, Matt Gillies, were a sound unit. However, at Wembley, their midfield trio of Cross, McLintock and Gibson were so busy attempting to stem the flow of United’s attack that Leicester seldom provided any thrust up front.

Even that was not the end. The League Cup final, then played over two legs, and featuring Birmingham and Aston Villa, was not completed until the Monday after the FA Cup final – two days before the Derby.

David Miller has been covering sport in Britain’s national newspapers for more than 50 years.

Ataque à seleção do Togo em Angola deixa 1 morto e 9 feridos

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Extraído do site estadao.com.br

(08/01/2010) O ônibus da seleção do Togo foi atacado por homens armados em Angola nesta sexta-feira, 8, a dois dias da Copa Africana de Nações. O motorista do ônibus morreu. Nove membros da delegação estão feridos. Dois deles são jogadores: o goleiro Kodjovi Obilale, que está em estado grave, e  o zagueiro Serge Akakpo. Os outros feridos são membros da direção desportiva, administrativa e médica, de acordo com o ministério dos Esportes de Togo. O ataque aconteceu no enclave de Cabinda, região rica em petróleo, com inspirações separatistas.

O ministro Angolano Antonio Bento Bembe, responsável pelo enclave de Cabinda, afirmou que o ataque é um ato terrorista. "É um ato de terrorismo que estamos lidando enquanto falamos", disse. Bembe, contudo, não acredita que o grupo separatista Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda, que assumiu a responsabilidade do ataque, tenha sido o verdadeiro autor do atentado: " A FLEC não existe faz tempo. O ataque provém de certos indivíduos que querem  nos causar problemas".

De acordo com Alaixys Romao, um dos jogadores da equipe, sete pessoas foram baleadas. "Atiraram nos jogadores como se eles fossem cachorros e tivemos que ficar 20 minutos debaixo dos assentos para escapar das balas", declarou à Rádio Monte Carlo o atacante Thomas Dossevi, do Nantes. Ainda segundo Dossevi, o ataque foi executado por homens encapuzados fortemente armados.

A equipe ia do Congo, onde estava treinando, para Angola, onde estreia na segunda-feira no torneio contra Gana. Após participar do Mundial da Alemanha, em 2006, a equipe não conseguiu garantir vaga na África do Sul. O principal nome da equipe é o atcante Adebayor, do Arsenal, da Inglaterra.

O atacante Dossevi também declarou à edição digital do diário francês L’Equipe que os jogadores estão assustados e já não desejam mais participar da Copa. "Nós somos capazes de fazê-lo. Minha primeira preocupação é com a saúde dos feridos, porque havia uma grande quantidade de sangue no chão. No momento, não temos muitas notícias, só sabemos que eles já foram levados ao hospital", disse Dossevi. "Atiraram em nós, mesmo estando escoltados por dois ônibus e pela polícia", acrescentou.

Um porta-voz do Comitê Organizador da Copa Africana de Nações já afirmou que a competição acontecerá, apesar do atentado contra a seleção de Togo. Uma delegação de oficiais angolanos e uma delegação da Confederação Africana de Futebol irá a Cabinda neste sábado, 9, enquanto o primeiro ministro angolano se encontrará com o presidente da CAF, Issa Hayatou, "para tomar decisões a fim de garantir um seguimento tranquilo da competição". A CAF expressou seu "total apoio e simpatia para com toda a delegação de Togo".A FIFA também manifestou sua "máxima simpatia" em um pronunciamento.

Pânico e solidão, Cabine C

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

O projeto Cabine C surgiu quase como que por ironia do destino. Decorria o ano de 1981 quando foi fundado, por estudantes do Colégio Equipe, de São Paulo (onde também teriam a sua primeira apresentação ao vivo), o grupo Titãs do Iê-Iê.

Desta formação original, fazia parte Ciro Pessoa, que viria a permanecer na banda até 1984, altura em que sai devido a divergências estéticas e pessoais (mormente com o baterista André Jung, que se tornou mesmo em inimizade), precisamente quando se preparava o lançamento de um 7” single pela WEA.

Entretanto, Ciro funda os Cabine C, aos quais se juntam Anna Ruth (ex-AKira S e as Garotas que Erraram), Wania Forghieri e Marinella 7 (que tinha formação clássica).

Este novo projeto apresenta novas sonoridades, bastante diferentes das suas anteriores andanças. Se antes tinham navegado pela New Wave e Ska, agora exploram uma vertente mais ligada ao Pós Punk, Cold Wave e Gothic Rock.

Aliás, as influências que assumem como principais no seu trabalho passam quer pelos Cocteau Twins, quer por Edgar Alan Poe, tendo Ciro sido mesmo rotulado de ídolo dark!…

Tendo o apoio de uma das maiores bandas de New Wave da altura, os RPM, que tinham acabado de criar um selo editorial, a RPM Discos, os Cabine C editam o seu único registo, o LP "Fósforos de Oxford", após dois anos a calcorrear os palcos do underground paulista, onde foram ganhando o estatuto de banda de cult.

“Pânico e solidão” é a principal música deste registro.

Korea DPR start 2010 in style

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Extraído do site FIFA.com

(06/01/2010) Korea DPR’s preparations for the 2010 FIFA World Cup South Africa™ were given a welcome boost by victory in the ninth edition of the International Friendship Football Tournament, which was held in Qatar between 27 December 2009 and 2 January 2010.

The Chollima began the four-team round-robin tournament with a hard-fought 1-0 win over African side Mali, courtesy of a goal from Hong Yong-Jo. The North Koreans then claimed a single-goal victory against the host nation in their second match thanks to a strike from Choe Chol-Man. Their six-point tally was enough to see them subsequently crowned competition champions despite a 1-0 reverse by Iran in their final encounter.

This success is sure to spur on Kim Jong-Hun’s charges ahead of South Africa 2010, which will be Korea DPR’s second-ever appearance at the showpiece finals. Drawn in a fearsome-looking Group G alongside five-time world champions Brazil, European heavyweights Portugal and African powerhouses Côte d’Ivoire, the Chollima kick off their campaign against Dunga’s Seleção on 15 June in Johannesburg.

With head coach Kim absent for the friendly event in Qatar, his assistant Jo Tong-Sop was in temporary charge. “Given the teams we’ve been drawn against, we face a difficult task at South Africa 2010, though I hope that this win will boost our confidence,” Jo told FIFA.com.

“Our group will be very tough as it includes some of the highest-ranked teams in the world. They have some fantastic individual players, not to mention their teamwork and tactical ability, all of which will make life very hard for us in South Africa.

“That said, we’ve got as much chance (of progressing) as any other team, all we can do is ensure we perform to the standard required. Every match will be important and we’ll take each one very seriously and try to recreate the form we showed in qualifying,” continued the former youth coach when quizzed on the Koreans’ chances of reaching the knockout phase.

“We’ll fight to the end to qualify for the second round, despite the enormity of the task. As usual we’ll rely on our own characteristic style built around fighting spirit and teamwork in order to achieve our aim.”

“Our first match against Brazil will be very tough," continued Jo. "We’ve only ever played in the World Cup once before and we are facing a team that has won it five times. As everybody knows, Brazil are the number one team in the world. Their players are incredibly skilful and we’ll have to combat that with teamwork and a resolute defence.”

Their second match pits them against Portugal on 21 June in Cape Town. The pair have history at the elite competition, with the Portuguese coming from three goals down to sink Korea DPR in the last eight at England 1966 thanks largely to four goals from Eusebio. “We will be giving our all in every game, but of course the players are particularly keen to beat Portugal,” revealed Jo.

“Obviously we’ll need to give a very good defensive performance against Brazil and Portugal. We’re fully aware of their capabilities and so we’ll prepare for this by strengthening our defence and ability on the counter-attack.”

The assistant coach then cast his mind back to Asian Zone qualifying, where the North Koreans qualified ahead of the likes of Iran and Saudi Arabia. “We qualified by virtue of our players’ brilliant efforts and the fighting spirit which is one of our strong points. This is down to the players’ sense of belonging to the team and playing as one. Their main focus is their country and they put this before any thoughts of individual glory.”

And when questioned about their forthcoming preparations for South Africa 2010, Jo had this to say: “We’ll be working on all aspects of our game over the coming months and will play a number of friendlies. We’ve a match this month against Turkey and hope to take on several other teams to give our players valuable experience before the World Cup starts.”

A former international player himself, Jo concluded the interview by underlining his faith in the squad’s ability to handle the expected chilly conditions on South African soil. “We recently visited South Africa to get a feel for the climate and the pitches over there, so we’re well-prepared. We played games against South Africa and Zambia to help us acclimatise so we have a good idea of what to expect and what we need to do to achieve our goals.”

Roberto Carlos e a “Gaviões”

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

(06/01/2010) Acho, pessoalmente, que a Diretoria Corinthiana agiu direitinho ao contratar o lateral Roberto Carlos.

Assim como no caso de Ronaldo, o Marketing do Timão trouxe uma atração a mais para sua equipe e para o futebol brasileiro.

Gosto da ousadia do Departamento de Marketing Corinthiano.

A criticar, apenas a adulação que Roberto Carlos fez às Torcidas Organizadas do Timão. Todos sabem que esses bandos são um verdadeiro câncer para o futebol.

O Futebol Inglês só se tornou o fenômeno mercadológico que é hoje quando expulsou esses caras da arquibancada e garantiu diversão e espetáculo para os torcedores que consomem o esporte.

Bola fora do Roberto!!!!

Portsmouth volta a atrasar pagamento de salários ao elenco

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Do UOL Esportes

(05/01/2010) A crise do Portsmouth teve mais um capítulo nesta terça-feira. A diretoria do clube voltou a atrasar pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro ao elenco e prorrogou o prazo novamente.

O clube havia prometido aos atletas o pagamento em 31 de dezembro, mas se viu obrigado a adiar até esta terça. O prazo não foi cumprido, e o Portsmouth se comprometeu a saldar esta dívida até quarta.

"Os cartolas estão esperançosos de conseguir quitar os salários até amanhã", informou Gordon Taylor, diretor-executivo da Associação dos Atletas Profissionais (PFA, sigla em inglês).

O Portsmouth ocupa atualmente a última posição do Campeonato Inglês, tendo somado 14 pontos em 60 possíveis nas 20 rodadas disputadas. Recentemente, o clube se viu obrigado a pedir um empréstimo para saldar dívidas de caixa da instituição.

Revista norte-americana ‘desnuda’ imagem de Tiger Woods

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Da BBC (extraído do UOL Esportes)

(05/01/2010) De bom moço exemplar e garoto propaganda de sucesso, até há pouco mais de um mês, a bad boy mulherengo e mentiroso – a mudança da imagem do jogador de golfe Tiger Woods após ter sua vida conjugal exposta é tema de um perfil publicado na edição de fevereiro da revista americana Vanity Fair, que tenta despi-lo da imagem construída ao longo de sua carreira.

A revista traz em sua capa uma foto de Woods feita pela renomada fotógrafa Annie Leibovitz, feita antes do escândalo, na qual o esportista aparece sem camisa, com um semblante sério, olhar agressivo e os punhos fechados se exercitando com pesos, numa pose que a revista classifica de “profética”.

O perfil feito pela revista observa que Woods, o mais bem sucedido golfista da história, teve sua imagem moldada e controlada nos mínimos detalhes por uma equipe de assessores

“Numa época de constante fofoca e exposição, ele era sempre o homem biônico em termos de personalidade”, diz o texto. “Com Woods, tudo era moldado para produzir um homem de nada, sem interior – que não ameaça e não cria polêmicas.”

Entrevista

A revista cita uma entrevista dada por ele no início de carreira, em 1997, à revista GQ. Com 21 anos à época, e às vésperas de vencer pela primeira vez um de seus quatro torneios Master de golfe, o verdadeiro Woods teria se revelado pela última vez na ocasião, antes de se isolar atrás da couraça construída em seu entorno.

Segundo a Vanity Fair, a entrevista traz vários deslizes do golfista, incluindo piadas racistas e de mau gosto. Ele diz, entre outras coisas, que a grande quantidade de mulheres se relacionando com jogadores de beisebol e basquete talvez fosse consequência do dito popular de que os homens negros têm pênis grandes.

Ao lado de quatro mulheres que o preparavam para uma sessão de fotos durante a entrevista, ele teria flertado com elas até contar uma piada de mau gosto. Roçando um pé no outro, com as pernas esticadas, ele teria dito: “Sabem o que é isso? É um homem negro tirando a camisinha”.

Para a Vanity Fair, a entrevista de 1997, gravada, “foi a única entrevista honesta e aberta jamais dada por Woods”. “Depois daquilo, baixou um muro de isolamento de aço”, diz a revista.

Casos extraconjugais

Tiger Woods anunciou em dezembro sua saída por tempo indeterminado do circuito internacional de golfe, segundo ele para concentrar sua atenção “em ser um marido melhor, um pai melhor e uma pessoa melhor”.

O anúncio foi feito após a descoberta de que ele mantinha casos extraconjugais com até 14 mulheres diferentes e da divulgação de detalhes desses encontros.

A revelação ocorreu após uma briga conjugal no final de novembro, no qual a mulher de Woods, a modelo sueca Elin Nordegren, teria batido nele com um taco de golfe após uma perseguição motorizada que terminou com uma batida do esportista contra uma árvore e um hidrante.

Após o escândalo, Woods, o atleta mais bem pago do mundo, perdeu vários contratos de publicidade e viu sua popularidade registrar a maior queda da história para uma personalidade não política.

Segundo uma pesquisa Gallup publicada recentemente pelo jornal USA Today, a taxa de aprovação de Woods entre os americanos caiu de 87% em 2005 para 33%.

Segundo a revista Forbes, em setembro último ele teria se tornado o primeiro esportista a ganhar mais de Us$ 1 bilhão de dólares em sua carreira.

Super Bowl vende 90% dos intervalos

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

Da Máquina do Esporte, em São Paulo

(05/01/2010) A pouco mais um mês do Superbowl, final da liga de futebol norte-americano (NFL), 2010, os organizadores do evento comemoram, mais uma vez, o sucesso comercial da atração. Detentora dos direitos de transmissão, a CBS já negociou mais de 90% dos intervalos da competição, que será disputada no dia 7 de fevereiro, na Flórida.

De acordo com o jornal "LA Times", o canal tem apenas breaks à disposição no mercado. As cotas de 30 segundos custam cerca de US$ 3 milhões cada. Tradicionalmente, são oferecidos 62 espaços na exibição do Superbowl.

No ano passado, a NBC, que transmitiu o evento, faturou US$ 213 milhões com a venda de cotas publicitárias, mesmo em meio a uma das principais crises financeiras já vividas nos Estados Unidos. O valor é a meta da CBS para esta temporada, que pratica preços individuais parecidos aos da concorrente.

Uma das ausências mais sentidas nos intervalos comerciais da decisão da NFL será a da Pepsi, que decidiu não anunciar na partida depois de 23 anos. A justificativa da empresa é a estratégia de priorizar o "Pepsi Refresh" neste ano. A campanha tem ênfase em mídia digital, sobretudo redes sociais, e faz parte de um projeto da marca para divulgar suas ações de responsabilidade social.

Nos últimos dez anos, aparições no evento custaram US$ 140 milhões à Pepsi, que costumeiramente usava essa partida para lançar suas campanhas publicitárias. A audiência do Superbowl chegou a 98,7 milhões de pessoas, recorde histórico do jogo. A decisão aconteceu entre Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals.

Pós-Beckham, MLS quer nova fronteira no futebol

Janeiro 16th, 2010 de aryrocco

PAULO GALDIERI (da Folha de S.Paulo)

(05/01/2010) Em 2007, a MLS, a liga profissional de futebol nos EUA, buscava desesperadamente soluções para sua falta de desenvolvimento. Queria ser atrativa aos norte-americanos, pouco acostumados com o esporte mais popular do mundo.

Dois caminhos foram escolhidos: 1) contratar o jogador mais famoso do planeta, David Beckham, para tentar alavancar o interesse local; 2) Criar plano de expansão da liga, para atingir 20 times em cinco anos e chegar ao Canadá, criando assim um incomum caso de campeonato binacional no futebol.

Hoje, dois anos e meio depois de colocadas em prática as duas estratégias, o futebol na América do Norte já deu adeus à "Beckmania" –o meia inglês foi para o Milan– sem que ela desse o resultado esperado. Só sobreviveu o "plano B" e, com ele, a ambição de fazer algo que até hoje não aconteceu nos EUA e no Canadá: transformar o futebol em esporte popular.

Desde que a mais recente e significativa expansão da MLS começou, em 2007, com a entrada do primeiro time canadense na liga (Toronto FC), já houve mais duas adesões. Seattle, em 2009, e, para a temporada de 2010, Philadelphia já foi incorporada. Em 2011, Portland e Vancouver serão os novatos já admitidos na liga.

O novo time do Canadá é peça-chave para a tão esperada consolidação do "soccer" nos dois países não latinos da América do Norte. Primeiro, porque servirá para fincar de vez a binacionalidade da MLS, criando condições para que as últimas duas vagas do plano de expansão, a serem definidas em 2012, fiquem com as candidatas canadenses Montréal e Ottawa.

E, segundo, porque o time de Vancouver é único, por ser capaz de aliar o não tão popular "soccer" ao basquete da NBA. Graças ao fato de um de seus donos ser o armador Steve Nash, um dos astros da liga de basquete e ídolo do Phoenix Suns, ser um dos proprietários do Vancouver Whitecaps FC.

"Ele cresceu numa família de imigrantes que vieram ao Canadá vindos da África do Sul. Ele é apaixonado por futebol e, como um dos proprietários, está envolvido com as coisas do clube", diz Bob Lenarduzzi, presidente dos Whitecaps.

A experiência de criar uma liga de futebol binacional na América do Norte não é inédita. Entre 1985 e 1996, houve uma tentativa, que virou o embrião da MLS. "Houve certo sucesso, mas não durou o suficiente. Agora é diferente. Há um sólido suporte financeiro", diz ele.

O foco está voltado para os jovens. O Vancouver, que até 2009 era um time semiamador, gasta cerca de US$ 1 milhão por ano nas categorias de base. Mas o orçamento está abaixo dos padrões brasileiros no âmbito profisional. Um clube grande no país gasta até R$ 100 milhões por ano com o time profissional. "Queremos chegar perto disso", diz Lenarduzzi.

Mas o trabalho é feito a longo prazo. "Num curto prazo, não creio que sejamos capazes de rivalizar com os esportes principais", diz ele, que compara o esporte de seu país, onde o hóquei no gelo é o carro-chefe, com o Brasil: "Aposto que, se houver liga profissional de hóquei no Brasil, ela não vai bem".

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